De um limão faça uma caipirinha

7 de junho é o meu aniversário.

Gabi, minha adorada mulher e fotógrafa, me disse que justamente esse era o dia escolhido para ser solidário com uma grande amiga nossa, Lu Freitas. Teríamos que registrar um momento difícil de nossa amiga – rapar a cabeça!!! A porra da doença dela tem uma merda de tratamento (quimioterapia) que faz cair cabelo. Logo, deveríamos estar juntos para fazer isso voluntariamente antes que a dura realidade o fizesse.

Sabia que teriam outras megaluluZONAS que adoro participando do processo, Glamurosa La Reina e a Sacana Lets, além de #aos8, que também se considera LuluZONA Master, no embalo.

Comecei um tanto tímido, confesso. Acho que foi o repeito pela dor alheia, além do tanto de hormônios femininos rolando no ar. Estava me comportando como um convidado. Óbvio que isso não durou nem 15 minutos. Meu All in (#poker) mode on falou mais alto. Abri uma cerva e catei uma câmera que estava de bobeira. Estava armada a festa. Até que #aos8 me sai com esta – Estamos festejando o que papai?

Fudeu…

Pensando como pai, sempre me coloco na responsa de responder a verdade, mas de forma compreensível para o universo de #aos8. Bom, a nossa amiga Lú quer cortar o cabelo voluntariamente para não ter que ver ele caindo. A gente está aqui para passar por esse momento juntos e tornar isso um celebração à vida, aos amigos e tudo de legal que vem dessa relação. Quando vi, fui obrigado a racionalizar e traduzir em palavras aquilo que aquelas LOUCAS desvairadas estavam fazendo com tesouras, máquinas, bonés, colares, mensagens escritas e piadas (muitas).

Isso tudo, rolando enquanto aumentava o som, abria mais latinhas, mandava a Lú fazer caras de Faca na Caveira e outras loucuras mais. Sensacional! Quando vimos, já estávamos em clima de pau no cú do câncer. O rock rolando solto, gargalhadas deliciosas, piadas sem o limite chato do correto, enfim brodagem de primeira categoria.

Lú, obrigado pelo meu presente. Ensinamos algo que quero que minha filha leve para o resto de sua vida. Não escolhemos tudo pelo que passaremos na vida, mas podemos escolher sim como vamos encarar isso. Que seja sempre com sorriso no rosto, de peito aberto e com grandes amigos.

Andrew Pieries